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Neide: Ela mesma.

Os post a seguir foram escritos no dia 08/08/08 mediante a apresentação do tema, e foi escrito no ato.

Um sorriso na chegada, a saudade da partida
Diminutivo não lhe cabe
Como sua presença também o mundo presencia
Apesar do mundo caminhar em trevas
São estrelas como você
Que contribuem para que todos
Possamos enxergar que há flores
Em meio a mata.

Só, com ou sem você

Só, com ou sem você

A solidão pode ser compartilhada, dividida
Vivída, sonhada, jogada
Com ou sem você…
Junto de mim, a questão é…
Sem você ela dói mais
Quero me sentir só ao seu lado
Uma vez disse que o ser humano
É único animal que esta só mesmo
Numa multidão
E odeia isso, por isso vive junto
De outros solitários
Mas a solidão da morte, ainda, é uma só
Para todos
Sem ritmo, sem piedade, sem direitos
Sem choro, nem vela
Apenas eu e você
Em nossa fantasia ninfomaniaca
Vivendo o melhor que podemos juntos
Para, com ou sem você…
Ou pensando positivo…
Com você…
Morrermos felizes para sempre
Nessa poesia macabra
Nessa liríca…desafinada

Ato número 3

Ato número 3

O que um dia de fúria pode fazer com um homem?
O que se odiar pode fazer com um homem?
O que a covardia de um homem pode fazer como ele próprio?
3 questões, 3 atos.
Quero lutar, mas não sei que arma usar
Que ver as estrelas, mas me falta a luneta.
Quero você, aqui, mas não te vejo
Me falta magia, alegria e alegorias
Pois também sou filho do homem
O homem, meu pai
É simplesmente um homem
E eu, simplesmente covarde
Por não andar, esquecer de caminhar
Esquecer de sorrir!
Esquecer de viver!
Esquecer de Você!
Meu lirio da manhã
Meu raiar do dia
Minhas falhas gramaticais
E por fim, se GADU morreu
Eu terei então, que fazer a massagem cardiaca.
Amém.

Ato Número 2

Ato Número 2

O que um dia de espera faz com um homem?
Olhando as estrelas, combinando os sinais
Sou diferente de você, mas igual a você
Guitarras gritam, astros viajam e eu aqui
Espero, mas uma longa noite, espero
Já não é insonia, é espera, não quero dormir
Até você chegar, não vou descançar
Até ouvir a última nota dessa ópera

Passo-a-passo, com paciência, afinal
Para esperar é necessário paciência
É necessário humildade, e perseverança
Sim, pareço distante, chato, sou insurpotavel
Mas passo-a-passo, mais uma espera
Mas uma longa noite esperando sob o Sol

Sentado no teatro em mais uma noite ensolarada
Espero o inicio da ópera, sozinho
Abandonado e cheio de dengo, sou dengoso
Quero carinho, mas você não pode saber disso
Pois sou forte! Sou iponente! Sou perfeito!
Mas as notas de sua voz, quebram-me como cristal
Mas meus cacos você não verá jamais
Afinal esse é apenas mais um ato
De uma ópera sem fim, que perdura com paciência
Calma, eu e você…

Uma Valsa em Novembro

Uma Valsa em Novembro

Uma brisa suave, a mover seus cabelos
Uma mão calma a bagunçar os meus
Um Sol a iluminar nossos dias, poucos, contados
Que gostaria que fossem eternos, ilimitados
Passear de mãos dadas, sorrir na tempestade
Seus cabelos, molhados, cobrindo sua face
Levemente, é claro
Para suavemente, retirá-lo e te admirar

Na valsa da vida, dance sua canção inacabada
Por mais que nossos heróis morram
Por mais q a distância se aumente
Por mais , por mais…
Nunca lhe retiraram de mim
Nem à força, nem dançando melhor, pois você é hoje meu par
Nessa dança só nossa, que espero encenar
Independente de vaias e aplausos

E que a nobreza de seu sangue azul
Não se importe com esse pobre plebeu
E que…
Mais um conto de fadas se realize.
E que nosso novembro nunca termine.

Luas Milenares

Luas Milenares

Filosofias a cerca de perólas
Pois o importante é vender livros de auto-ajuda
Por quanto quilometros andarei
Até alguém me dar carona?
Por quantos milenios viverei até morrer
Quantos Tanatos serão necessários
Para saciar um louco?
Quantas asas quebras?
Quantas músicas sem rimito
Com quantas filosofias se faz uma humanidade?
Quantos sonhos perdidos
Quantos “quantos”!!!!

Sátiras sobre você mesmo
É bom rir de si mesmo
Se sentir um idiota
Escrevendo poemas sem sentido algum
Enquanto imagina o toque dos lábios da amada

Mas ainda há muitas lágrimas pelas quais chorar
E muitas filosofias sem sentido a se escrever
Após tantos invernos, e tantos luas novas
Noites de escuridão e dias iluminando
Essa pele branca
Alva como a neve

Bem mudando de assunto
Disserte a cerca de…
No que esta pensando agora?
Qual o seu pior pesadelo?
Qual a coisa pela qual morreria?
Pelo que viveria?

O importante é no fim das contas
Contar as luas
E os invernos
E ter seus abraços para me aquecer

E escrever mais filosofias sobre porcos…

Eternidades

Eternidades

Tempestades vem e vão
Lágrimas eventualmente se secam
Vidas, infelizmente, terminam
Então porque encararei
Sua presença com tristeza?
Então irei sorrir a cada palavra
Saborear cada beijo
E sonhar, pedindo que não se acabe jamais
Mesmo sendo apenas, uma doce ilusão
Se até os poemas tem fim
Mesmo inspirados por deusas
Porque sonhos mortais hão de ser eternos
Se a eternidade cabe apenas aos deuses
Desejo apenas um segundo com…
Meus lábios…
Tocando…
Os seus…

O poema da década

O poema da década

Minha energia vital
A muito perdida
Uma poesia perdida
Inúmeras tragédias gregas
Inúmeras lágrimas
Um retorno
Um fim?
A frieza de um olhar
A força de uma convicção
A fraqueza de um coração
Sinto necessidade de você
Para entender meus devaneios
E perdoar minhas loucuras
Para que possa acariciar seu rosto
E dizer palavra tolas que a façam rir
Isso é estranho
Um poema por década?
Um vida por milênio?
Ou milhões de existências?
Bem, quem sabe bilhões
Me abrace
Me ame
Me odeie
Mas não me abandone
Nem em meus piores pesadelos
I love you!
I need you!
Oh baby!
Oh baby!
Espero ser perdoado por todos os pecados que anda não cometi.
Ainda…
Mas, perdões são pra quem fica
Quem vai…
Espero que me guie

O mundo precisa de gênios

O mundo é um lugar difícil de se viver
De se escrever uma linda canção, então …
Bem mais difícil
Precisamos de gênios, precisamos de alguém que faça esse mundo valer a pena
Ou que pelo menos nos de motivos para rirmos, quando cada passo nos diz q é melhor chorarmos
Se a vida é uma brincadeira, ‘vamos todos “cirandar”‘.
Lágrimas são bem-vindas, sorrisos também
Não há regras no mundo
Apenas as regras que você quer pra si
Mas o mundo precisa de gênios, alguém q faça viver valer a pena
Alguém que nos ilumine e nos guie pra morrer sem razão
E ter um sorriso da sepultura
Alguém humano, não heróis de cinema
Heróis de cinema não são humanos, são heróis.

De heróis a mundo esta cheios, só não temos gênios humanos
Não precisamos de gênios da ciência, ou da biofisicanuclear
Isso nós ja temos…
Nós precisamos de um Jesus, um Ghandi
Alguém pra nos dizer onde pisar e que pedra chutar
E quando chegar calmo, ou brigando.

Quando brigar for a solução…

O mundo é um lugar dificil de se viver
Não nos dão alternativas
Só nos dão pedras e paus
E um “se vira malandro”.
To me virando, mas com papel e pena
E como tinta meu sangue, vermelho.
Espero tocar o coração de uma pessoa, pois como não sou um gênio, não posso tocar o de milhões…

Ganchos

Ganchos

Perder o que não é seu
Ganhar o que não qer
Não saber o qer
E no fim de tudo morrer só..

Só com seus devaneios e pleonasmos
Perdido no sangue de meus pulsos
E no pulsar do meu coração
Que ja cansou de sofrer
Não quer ser meu porto seguro?
E segurar o rojão da minha depressão?

Peço muito, sei que peço…
Mas sou um humano, humanos são fracos
Mas sigo em frente, na mesma estrada
Que um dia me tirou de você
Mas, como sempre , fugindo da luz
Que agora esta distante

Para não ser apenas mais um
Para não viver em frangalhos
Para não ser apenas uma fotografia no seu passado

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